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sábado, 22 de maio de 2010

Um pai, múltipla Hilma

Por Vavá

Falar de quem se foi é sempre complicado, dói sempre, e, como afirma o escritor Moçambicano Mia Couto em seu livro Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra: morto amado nunca pára de morrer. É, a dor é constante mesmo.
Não há consolo.
Também não adianta alguém dizer é assim mesmo, “foi para um lugar melhor”, “finalmente está descansando”, “foi melhor assim, parou de sofrer”.
Somos egoístas, queremos que o amado seja eterno, mesmo que longe.
Precisamos da presença chamada existência, tem que ser palpável.
Que a pessoa "esteja", que possa telefonar, mesmo que de vez em quando, de cinco em cinco anos, com rusgas, sem rusgas, com muitas, muitas rugas.
Que possa socorrer, mesmo que briguemos às vezes.
Somos assim, morte não conforta nunca!
Certeza única: um pai que constrói, molda e nos doa uma pessoa como Hilma “a querida de todos”; “o amor de Rafael”, já deve ser um espírito de luz!
Pra você Hilma, força.
Só o tempo é capaz de amenizar a dor.
A Confraria está com você, sempre!

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