Venho através desta relatar um sonho entremeado pelo pesadelo insano da ignorância.Sonhei por dois dias estar vivendo uma estória escrita por um dos grandes da nossa literatura e narrada por você. E neste conto a princesa era descrita de uma forma tão intensa que cheguei a sentir a textura da sua pele, a maciez da sua mão e pude ver através das tuas palavras o lindo brilho daquele olhar.
Engraçado que tudo começa da mesma forma, parecia até que já havia sonhado este mesmo sonho, pois o cenário era o mesmo de tantas outras e boas estórias. O que se sucedeu após adentrar neste "imaginário mundo dos sonhos", que por sinal possui dimensões definidas, foi que passei a enxergar as nuvens que até então nunca existiram, a ouvir melodias que pareciam as de um coro angelical além de uma voz que agora percebo ser a tua.Ao segui-la deparei-me com uma Flor em Vaso de Alabastro; dois esplendores que se refletem, como raio de Sol no prisma do diamante. De olhos grandes e esverdeados, DEUS os aveludou com a mais inefável ternura. Perfeição estatuária do talhe de sílfide e que arfa ao influxo da música e da dança. O fulgor da beleza dessa mulher é a sua maior sedução. O brilho daquele sorriso, tal qual lua nova em infinito oceano, ilumina e guia o nauta sem deixar que ele se perca em sua busca por mais um beijo.
Quando começamos a flutuar pelo salão ao som de músicas que não consigo lembrar, pois estava inebriado pelo doce perfume que emanava dos poros seus e me excitavam sobremaneira que não permitia enxergar o mundo ao meu redor. - Mas que mundo! Com certeza não era o mundo que nós conhecemos uma vez que havia nuvem e coro de anjo. Beijá-la foi a confirmação de que realmente estava sonhando; não tenho como descrever a sensação do doce. Doce e intenso, intenso como um raio que rasga e queima uma árvore desde a sua copa até a sua raiz.E como poeira ao vento "tudo" se foi. Fecho os meus olhos só por um instante e lembro do pesadelo insano que fez interromper tão lindo sonho e ainda de olhos fechados lembro que não precisamos morrer para nos tornamos ou melhor, voltarmos a ser poeira, só que poeira ao vento.
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