Seguidores

sexta-feira, 11 de junho de 2010

“Amigo uma ova: bailes da vida”

por Vavah


Terça-feira, na minha doce solidão, forró comendo solto, Passeio Público, eu no meu cantinho.
Chegam duas damas da Confraria”, fico sem o bom sossego, inteiramente escravizado das perfeições, tento parar um pouco de dançar, mas elas não deixam. Uma dança atrás da outra (ah se fosse sexo!).
Fazer o quê?
Como elas são fugitivas e não podem ficar até muito tarde, volto para a doce solidão (olho fascinado: damas e mulheres por todo lado, pra todo e qualquer gosto).
De repente surge um “amigo da onça da confraria”, com sua garrafa meio escondida e um sorriso cínico naquela cara de pau com textura sem verniz (deve fazer descupinização constantemente).
Não me oferece um trago; reclama das damas, indico algumas; peço a uma que dance com ele; ela recusa antes que eu termine a frase.
Mostro-lhe uma dama-mulher e digo que estou encantado por ela, ele diz: é! Então o “sacripanta”, “amigo de meia tijela”, “sem noção”, “abestado”, cutuca a amiga dela dizendo que eu a chamei pra dançar, ela aceita. Então o safado, o pilantra, chama a que eu havia me encantado e some com ela pelo meio do salão.
Enquanto isso, tentando ser o mais simpático possível, danço com aquela que não tinha nada a ver e nem dançar dançava!
Mais tarde até consegui dançar com o objeto do meu encanto, mas, pouco depois ela sumiu sem deixar rastro e sem ter perdido o sapato de cristal e como também não sou príncipe, era uma vez.
Amigo uma ova!!!!!

Um comentário:

  1. O cidadão solitário do Passeio é um ótimo observador e um tremendo crítico social. A classificação feminina é primorosa: dama, mulher, dama-mulher. Adorei. Bjs, Beth

    ResponderExcluir